Páginas

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Com o tempo que....

Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar
boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida
faça o resto. Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam
importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais
conseguirei convencê-las. Aprendi que posso passar anos construindo uma
verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Que posso usar meu
charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou
falando. Eu aprendi... Que posso fazer algo em um minuto e ter que
responder por isso o resto da vida. Que por mais que se corte um pão em
fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o
que cortamos em nosso caminho. Aprendi... Que vai demorar muito para me
transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi
também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei. Aprendi
que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado
por eles. Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem
fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem. Aprendi
que perdoar exige muita prática. Que há muita gente que gosta de mim,
mas não consegue expressar isso. Aprendi... Que nos momentos mais
difíceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria
tentar piorar as coisas. Aprendi que posso ficar furioso, tenho direito
de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel. Que jamais posso
dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma
tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso. Eu aprendi
que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, que eu tenho que
me acostumar com isso. Que não é o bastante ser perdoado pelos outros,
eu preciso me perdoar primeiro. Aprendi que, não importa o quanto meu
coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso. Eu
aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis
pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto.
Aprendi que numa briga eu preciso escolher de que lado estou, mesmo
quando não quero me envolver. Que, quando duas pessoas discutem, não
significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não
significa que elas se amem. Aprendi que por mais que eu queira proteger
os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da
vida. Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas
horas, por causa de gente que eu nunca vi antes. Aprendi também que
diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio. Aprendi
que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério. E
que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para
mostrar que são amigos. Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa
vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.
Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não
ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Ser ou Ter?

Nossa correria diária não nos deixa parar
para perceber se o que temos já não é
o suficiente para nossa vida.

Nos preocupamos muito em TER: ter isso,
ter aquilo, comprar isso, comprar aquilo.

Os anos vão passando, quando nos damos
conta, esquecemos do mais importante
que é VIVER e SER FELIZ!

Muitas vezes para ser Feliz não é preciso
Ter, o mais importante na vida é SER.

As pessoas precisam parar de correr atrás
do Ter e começar a correr atrás do SER:
Ser Amigo, Ser Amado Ser Gente.

Tenho certeza de que, quando SOMOS,
ficamos muito mais Felizes do que
quando Temos.

O SER leva uma vida para se conseguir e
o Ter muitas vezes conseguimos logo.

O SER não se acaba nem se perde com
o tempo, mas o Ter pode terminar logo.

O SER é eterno, o Ter é passageiro. Mesmo
que dure por muito tempo, pode não trazer
a Felicidade... E é aí que vem o vazio
na vida das pessoas...

Por isso, tente sempre SER e não Ter.
Assim você sentirá uma Felicidade
sem preço!

Espero que você deixe de cobrar o que
fez e o que não fez nos últimos anos e
que você tente o mais importante:

SER FELIZ

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Por que perdemos o medo de amar...

Existem pessoas que representam tanto em nossas vidas e outras que não simbolizam absolutamente nada. O quanto é fácil ficar com alguém, é simples se envolver, complicado se apaixonar e como temos medo de amar. Já fiquei com muitos, me encantei por outros, apaixonei por alguns e amei poucos. Tudo isso chega a ser irrelevante diante da grande dúvida... Quem é a pessoa certa? Ou melhor, como saber quem é a pessoa certa?
            Há quem acredite naquele velho ditado que fala que “toda tampa tem sua panela” ou simplesmente na idéia que todo mundo tem sua alma gêmea. A tal alma em questão seria aquela pessoa que te deixa a vontade, com quem você se sente bem, é quando se tem a permissão para ser você mesmo e não ser julgado pelos seus defeitos ou, simplesmente, pode-se resumir a alma gêmea em uma pessoa que nos faz feliz. Felicidade essa que não é momentânea, que te deixa com um grande sorriso estampado no rosto, que faz com que você pense na pessoa durante dias e relembre os momentos vividos por muito tempo.

           
Com a “outra metade” somos capazes de ir aos extremos em questão de segundos, da alegria a tristeza, do amor ao ódio e da paz a confusão. Isso pode ser explicado por meio de uma única palavra denominada “sentimento” que tem o poder de unir e separar as pessoas e de criar e superar os tumultos cotidianos. Quando temos qualquer tipo de sentimentos por outra pessoa estamos sujeitos as mais diversas situações, pois não agimos pensando somente em nós, mas no outro também, em que nos preocupamos com o bem estar, as mágoas alheias tornam-se nossas e temos o desejo de sempre estar perto. Assim, momentos sem grande importância passam a ser únicos e essenciais, conversas irrelevantes são transformadas em grandes confissões e carinhos compartilhados passam a ser necessários, os quais transmitem a idéia de que o mundo poderia acabar naquele momento que você não ligaria porque, naquele instante, você era a pessoa mais feliz que existe.

           
Depois de muito analisar, chego à conclusão que a nossa alma gêmea, a tampa da nossa panela ou a nossa outra metade não pode ser resumida somente em questões relacionadas ao amor, porque mesmo o amor permite diversas definições. Essa tal pessoa que tanto buscamos, e podemos até ter encontrado e não percebemos devido a uma percepção primária, deve ser aquela com quem passamos pequenos momentos e, mesmo assim, vivemos situações inesquecíveis, ou seja, pode ser um amigo, um irmão, nossos pais, familiares, amores, companheiros... Dessa maneira, percebo que sortudo é aquele que tem uma pessoa para compartilhar os momentos vividos e pode sempre contar com essa, em que tal pessoa só é agraciada com tal sorte quando perde o medo de amar.
Toda a gente tem uma história de vida.
Não há duas iguais, quando muito, podem ser parecidas!
A minha, não é igual à de ninguém... é apenas a minha.
Estaria a mentir, se dissesse que tive uma infância triste, porque não foi!
Claro que não tive bonecas, nem jogos lúdicos para brincar...
Claro que não tive uma bicicleta para andar. Embora me tivesse sido prometida...
Claro que não tive uma simples bola para jogar...
Ao invés disso, davam-me quadradinhos de madeira e pregos pequenos (o meu pai era marceneiro), para que pudesse construir algo para me entreter.
No verão era melhor. As minhas amigas que chegavam para passar os três meses das férias grandes, traziam brinquedos a sério!
Também eu, podia usufruir deles, naquele pedacinho a seguir ao almoço, ao que se chamava "hora da sesta".
Quando brincava-mos no quintal de uma delas, onde também havia um baloiço... a minha grande predilecção!
Nunca me faltou carinho.Nunca me faltou amor.
Nunca me faltou comida.Nunca me faltou trabalho também...Trabalho infantil? Talvez...

Mas fui uma criança feliz!!