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quinta-feira, 26 de abril de 2012

E é vida que se segue!


'... e se tudo parecer distante, volte. Volte e faça um novo começo. ''

Ninguém nunca te impediu de recomeçar. Às vezes, o que menos falta em nossas vidas são pessoas dispostas a fazer de nossas inseguranças suas maiores alegrias. Acreditam que nossa infelicidade será a felicidade delas. E isso a gente não pode deixar que aconteça. A nossa sabedoria é maior. A nossa vontade é maior. Por isso, quando você tiver vontade: Volte! Vá! Pode ter certeza que tudo o que a gente faz de cabeça pensada e com o coração aberto, a gente não se arrepende de maneira alguma. Se és feliz lá? Vá! Não olhe para trás e diga: Vou me arrepender? Será que realmente devo fazer isto? A vida as vezes nos trás cada emaranhado que temos que saber bem como lidar, temos que cuidar por que de repente uma porta é fechada e nem se quer olhamos para os lados, para as outras portas que estão se abrindo pois, ficamos tão confusos com aquela porta fechada que nos parece ter caído o mundo inteiro a nossa frente. É igual um nó de linha de costura: quanto mais pressa tiver para desenrolar pior é. Aí que a gente acaba enrolando mais ainda e não nos achamos mais nesta verdadeira teia que é a nossa vida. Calma, a vida não se resume aqui. Você tem um monte de gente que está a tua espera. Tente! Recomece! Ninguém vai te impedir. A escolha é tua.
A saudade, a insegurança, o medo sempre serão uma barreira, claro. Mas precisamos, pelo menos, tentar ultrapassá-la sempre de cabeça erguida e disposto a tudo porque, independente disso a vida segue. Segue e, é preciso dar um rumo para ela. E se não der um rumo, um rumo que faça com que tudo dê certo, ficaremos parados no tempo. Ficaremos a espera de alguma coisa que vá, de uma maneira ou de outra nos tirar dali. A vontade de lutar parte de nós. Parte de cada um. E é isso que vai definir, na vida, quem vai, quem luta e vence de quem vai/quer ficar. Ficar na mesmice de sempre. Ficar ali, a espera de alguém. Esperando a vida passar para depois dar-se conta de que esperou demais para dar um rumo para si.
 
...’esperar demais também não dá. A vida passa e a gente fica. Não luta, não vence, não constrói, não nada.’

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Isso é interior

Há quem diga que o melhor é estar no ritmo acelerado dos grandes centros urbanos, com carros, aviões, trens que passam a toda hora. Com a agitação de pessoas nas ruas parecendo formigas a trabalhar para que sua obra finalize antes do inverno.
Discordo disso tudo. Prefiro o campo! Lugar de brisa mansa. Pessoas batalhadoras que realmente suam a camisa para ter o pão de cada dia. Faz-me pensar nas coisas agradáveis da vida, um enorme apreço por tudo o que é bom. Ar puro, sons que caem como uma luva nos nossos ouvidos, aqui sei que posso (re)escrever muitas poesias ao som da bicharada que canta sem medo de errar uma nota sequer. Por que se errar, sabem que os aplausos serão os mesmos. A vida neste lugar se resume em tranquilidade. Paisagens exuberantes que não te permitem o piscar dos olhos. Por que se piscar, perderá segundos de gratidão e beleza. Lugar abençoado por verde e azul, onde os rios correm sem medo, pois sabem que há vida logo adiante. E assim vou refletindo que não há nada melhor que o interior.

terça-feira, 6 de março de 2012

Outra vida


Ao acordar pela manhã, consigo ouvir o canto alegre da passarada. Relinchos passam alguma que outra vez. O cantar do galo indica que já amanheceu. O mugido que as vezes me assusta quer dizer que o gado já está pronto para ir ao capim. Os gritos de crianças na estrada brincando com suas bicicletas e as mães chamando para o café. Tudo isso indica que estou fora das ruas agitadas, dos enormes prédios que me corroem o olhar. O ar é outro, totalmente outro. Sinto uma outra brisa tocar meu rosto. Já não estou mais na imensidão da cidade grande.
    Aqui o ritmo é outro. A vida anda mais devagar. Aqui as pessoas olham, param, se cumprimentam. Ah! Se a vida fosse sempre assim... Se as pessoas fossem sempre assim! Viver aqui é um descanso para a mente e trás uma paz muito grande à alma, fazendo-me enxergar que podemos nos tornar melhor.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

DESPERTAR



Acorde, abra os olhos, ouça, cheire, sinta, prove, toque, viva!!!!
Você não pode passar sua vida inteira dormindo.
Ao seu redor, trabalhando incessantemente, estão as forças que geram e sustentam a vida.
Como você pode ser cego a estas grandes forças?
Como pode perambular pela vida num sonho, que está tão mergulhado no sono que nem mesmo sabe que está perdendo suas 'calças'?
 A cada hora do dia, o drama cósmico se desenrola diante de você.
Uma interminável série de transformações acontece diante dos seus olhos,
as sementes se transformam em plantas, as flores em frutos, os frutos em novas vidas.
 Cada planta, animal, nuvem, mesmo o sol, o oceano podem contar estórias sobre si
mesmos, se quiser ouvir.
Aprendendo a ver, aprendendo a ouvir, aprendendo a tocar e sentir parando de sonhar e despertando, aprendendo que o único lugar é aqui e o único tempo possível é o agora, você virá a ser aquilo que se imagina que o homem seja, um ser humano capaz de pensar e agir de maneira que não provoque desconforto entre as pessoas que o cercam.
Este objetivo, esta luta para despertar, é a base de um verdadeiro impulso, que se sintetiza em uma nova etapa da vida e a busca de ideais, que dê sentido aos seus passos.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

CoRrEr RiScOs

Rir é correr risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e ideias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O dia vai, as lembranças ficam :0

Parece estranho, mas tudo o que você acha ser importante, fica arquivado em uma gaveta bem fechada, na nossa mente.
    Na viagem, a estrada, as árvores, os carros, o trem, tudo o que se possa imaginar, nos trás uma sensação de alívio. Nos mostra que existem muitas coisas neste mundo que podemos explorar.
    O estranho que antes dava um certo receio ao chegar perto, agora se torna novo e cada vez mais, a vontade de partir em busca de coisas estranhas nos bate. O turbilhão de pensamentos que tínhamos, nos mostra que realmente é difícil, mas não é impossível.
    Aquela viagem ao extremo leste me diz muitas coisas, além de me trazer a pureza da água, a brisa dos ventos circundantes que dão até pavor de se olhar no espelho.
    O dia lá começa cedo... Para nós! Por que para os que lá estão, a noite é demorada. Mapas, água, celular, câmera digital, é tudo o que temos para passar aquele dia.  Riquezas para se explorar. Pés cansados, mas a mente quer mais e mais. Mais água, mais vida, mais flores, mais praças, mais museus, mais tudo. Um paraíso, onde tudo era objeto de flashs.
    A viagem não termina ali. Ainda tem mais. Mais estrada, mais água, mais gente, mais horários a cumprir e o corpo já está cansado. Só por um lugar onde possa passar uma noite, pois sabe que no outro dia, a viagem continua.
    Passada noite, um outro dia está a se iniciar. É preciso despertar cedo, pois a viagem é longa e, neste dia, está só começando. Ao abrir a janela, depara-se com gaivotas na beira do lago. Sem fotos, pois ainda não sabemos o que vamos fazer.
    O vento continua sem cessar, mas isso não pode ser motivo de desistência. As horas voam, e é preciso dar rumo para esta manhã. Sinto algo dizer que vamos precisar caminhar um bom pouco à procura de algo, mais ainda não sei bem do que se trata.
    Calafrios começam a rondar meu ser. Sei que isso não é preciso, mas eles são insistentes. Sinto que esta tudo bem, só ao meu redor por que, dentro de mim a ansiedade bate. Bate e me faz refletir o que tenho à dizer diante daquelas pessoas. O vento ainda continua, mas eu não posso me deter apenas nele.
   A viagem também continua, continua e já esta quase na hora da despedida. Por quê? Queria ficar. Mas o dever me chama. O coração da minha casa me chama. Preciso ir. Mas levo daqui tudo que encontrei de bom. Fez-me crescer. Crescer e poder enxergar que a gente pode. Pode tudo. Só não pode se não tentar.
    Lembranças? Muitas. Vontade de ficar? Também. Mas sei que ficaram registros. Vez ou outra vou me lembrar do que vivi, de onde fui, e do que vi.
    O dia se foi, nunca mais voltará. E se voltará, nunca será o mesmo. Mas as lembranças ficaram. E estas, tenho certeza, não vão embora. E se por acaso, se perderem no meio de tantos devaneios, posso resgatá-las num piscar de olhos.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Da janela

Depois daquela noite, ao acordar em um outro lugar, com tantas maravilhas, silenciosas ruas que não se ouviam um murmúrio se quer...
Outra vida, distante daquele lugar, um emaranhado de alegrias espalhando-se em todos os lugares.
A brisa que lá está, guarda em cada folha que carrega, um novo olhar sobre aqueles seres que andam sem rumo entre ruas com edifícios mesclados de vida e de escuridão.
Faltam-se as fotos, se espalharam nos ventos da lagoa que abriga inúmeras maravilhas...Leve brisa que me faz suspirar e me trás um sonho onde a vida da gente se baseia em expectativas significantes. Marés que batem e se rebatem, trazendo notícias do outro lado...
Daquela janela a ponte passa, o trem já esta apontando do lado da armação de madeira, disposto a andar pelo meio, sem derrubar uma tábua se quer e o vento continua insistindo, não quer nos deixar. Folhas de papel voam para lá e para cá, sem fazer de sua atitude algo insuportável. O vento...aquele vento que carrega tudo. Se é que realmente carrega tudo, também que carregue, para bem longe, o ar ruim da alma, junto com as perturbações que não deixam dormir.
A cada hora que passa, a ansiedade aumenta. Precisamos tomar um  rumo e dar o que temos de melhor.
As pessoas já estão lá, esperando o espetáculo que, a essas horas, já deve estar para se iniciar. Friozinho na barriga, uma leve memorização de tudo que é de fundamental importância ter na mente, a essas alturas. Os pés continuam no não, e dali não podem sair, pois não se pode vacilar.
O jogo já esta em andamento, não se pode perder o foco. 
Desistir: não da mais.