Parece estranho, mas tudo o que você acha ser importante, fica arquivado em uma gaveta bem fechada, na nossa mente.
Na viagem, a estrada, as árvores, os carros, o trem, tudo o que se possa imaginar, nos trás uma sensação de alívio. Nos mostra que existem muitas coisas neste mundo que podemos explorar.
O estranho que antes dava um certo receio ao chegar perto, agora se torna novo e cada vez mais, a vontade de partir em busca de coisas estranhas nos bate. O turbilhão de pensamentos que tínhamos, nos mostra que realmente é difícil, mas não é impossível.
Aquela viagem ao extremo leste me diz muitas coisas, além de me trazer a pureza da água, a brisa dos ventos circundantes que dão até pavor de se olhar no espelho.
O dia lá começa cedo... Para nós! Por que para os que lá estão, a noite é demorada. Mapas, água, celular, câmera digital, é tudo o que temos para passar aquele dia. Riquezas para se explorar. Pés cansados, mas a mente quer mais e mais. Mais água, mais vida, mais flores, mais praças, mais museus, mais tudo. Um paraíso, onde tudo era objeto de flashs.
A viagem não termina ali. Ainda tem mais. Mais estrada, mais água, mais gente, mais horários a cumprir e o corpo já está cansado. Só por um lugar onde possa passar uma noite, pois sabe que no outro dia, a viagem continua.
Passada noite, um outro dia está a se iniciar. É preciso despertar cedo, pois a viagem é longa e, neste dia, está só começando. Ao abrir a janela, depara-se com gaivotas na beira do lago. Sem fotos, pois ainda não sabemos o que vamos fazer.
O vento continua sem cessar, mas isso não pode ser motivo de desistência. As horas voam, e é preciso dar rumo para esta manhã. Sinto algo dizer que vamos precisar caminhar um bom pouco à procura de algo, mais ainda não sei bem do que se trata.
Calafrios começam a rondar meu ser. Sei que isso não é preciso, mas eles são insistentes. Sinto que esta tudo bem, só ao meu redor por que, dentro de mim a ansiedade bate. Bate e me faz refletir o que tenho à dizer diante daquelas pessoas. O vento ainda continua, mas eu não posso me deter apenas nele.
A viagem também continua, continua e já esta quase na hora da despedida. Por quê? Queria ficar. Mas o dever me chama. O coração da minha casa me chama. Preciso ir. Mas levo daqui tudo que encontrei de bom. Fez-me crescer. Crescer e poder enxergar que a gente pode. Pode tudo. Só não pode se não tentar.
Lembranças? Muitas. Vontade de ficar? Também. Mas sei que ficaram registros. Vez ou outra vou me lembrar do que vivi, de onde fui, e do que vi.
O dia se foi, nunca mais voltará. E se voltará, nunca será o mesmo. Mas as lembranças ficaram. E estas, tenho certeza, não vão embora. E se por acaso, se perderem no meio de tantos devaneios, posso resgatá-las num piscar de olhos.
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