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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

DESPERTAR



Acorde, abra os olhos, ouça, cheire, sinta, prove, toque, viva!!!!
Você não pode passar sua vida inteira dormindo.
Ao seu redor, trabalhando incessantemente, estão as forças que geram e sustentam a vida.
Como você pode ser cego a estas grandes forças?
Como pode perambular pela vida num sonho, que está tão mergulhado no sono que nem mesmo sabe que está perdendo suas 'calças'?
 A cada hora do dia, o drama cósmico se desenrola diante de você.
Uma interminável série de transformações acontece diante dos seus olhos,
as sementes se transformam em plantas, as flores em frutos, os frutos em novas vidas.
 Cada planta, animal, nuvem, mesmo o sol, o oceano podem contar estórias sobre si
mesmos, se quiser ouvir.
Aprendendo a ver, aprendendo a ouvir, aprendendo a tocar e sentir parando de sonhar e despertando, aprendendo que o único lugar é aqui e o único tempo possível é o agora, você virá a ser aquilo que se imagina que o homem seja, um ser humano capaz de pensar e agir de maneira que não provoque desconforto entre as pessoas que o cercam.
Este objetivo, esta luta para despertar, é a base de um verdadeiro impulso, que se sintetiza em uma nova etapa da vida e a busca de ideais, que dê sentido aos seus passos.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

CoRrEr RiScOs

Rir é correr risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e ideias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O dia vai, as lembranças ficam :0

Parece estranho, mas tudo o que você acha ser importante, fica arquivado em uma gaveta bem fechada, na nossa mente.
    Na viagem, a estrada, as árvores, os carros, o trem, tudo o que se possa imaginar, nos trás uma sensação de alívio. Nos mostra que existem muitas coisas neste mundo que podemos explorar.
    O estranho que antes dava um certo receio ao chegar perto, agora se torna novo e cada vez mais, a vontade de partir em busca de coisas estranhas nos bate. O turbilhão de pensamentos que tínhamos, nos mostra que realmente é difícil, mas não é impossível.
    Aquela viagem ao extremo leste me diz muitas coisas, além de me trazer a pureza da água, a brisa dos ventos circundantes que dão até pavor de se olhar no espelho.
    O dia lá começa cedo... Para nós! Por que para os que lá estão, a noite é demorada. Mapas, água, celular, câmera digital, é tudo o que temos para passar aquele dia.  Riquezas para se explorar. Pés cansados, mas a mente quer mais e mais. Mais água, mais vida, mais flores, mais praças, mais museus, mais tudo. Um paraíso, onde tudo era objeto de flashs.
    A viagem não termina ali. Ainda tem mais. Mais estrada, mais água, mais gente, mais horários a cumprir e o corpo já está cansado. Só por um lugar onde possa passar uma noite, pois sabe que no outro dia, a viagem continua.
    Passada noite, um outro dia está a se iniciar. É preciso despertar cedo, pois a viagem é longa e, neste dia, está só começando. Ao abrir a janela, depara-se com gaivotas na beira do lago. Sem fotos, pois ainda não sabemos o que vamos fazer.
    O vento continua sem cessar, mas isso não pode ser motivo de desistência. As horas voam, e é preciso dar rumo para esta manhã. Sinto algo dizer que vamos precisar caminhar um bom pouco à procura de algo, mais ainda não sei bem do que se trata.
    Calafrios começam a rondar meu ser. Sei que isso não é preciso, mas eles são insistentes. Sinto que esta tudo bem, só ao meu redor por que, dentro de mim a ansiedade bate. Bate e me faz refletir o que tenho à dizer diante daquelas pessoas. O vento ainda continua, mas eu não posso me deter apenas nele.
   A viagem também continua, continua e já esta quase na hora da despedida. Por quê? Queria ficar. Mas o dever me chama. O coração da minha casa me chama. Preciso ir. Mas levo daqui tudo que encontrei de bom. Fez-me crescer. Crescer e poder enxergar que a gente pode. Pode tudo. Só não pode se não tentar.
    Lembranças? Muitas. Vontade de ficar? Também. Mas sei que ficaram registros. Vez ou outra vou me lembrar do que vivi, de onde fui, e do que vi.
    O dia se foi, nunca mais voltará. E se voltará, nunca será o mesmo. Mas as lembranças ficaram. E estas, tenho certeza, não vão embora. E se por acaso, se perderem no meio de tantos devaneios, posso resgatá-las num piscar de olhos.