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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

DESPERTAR



Acorde, abra os olhos, ouça, cheire, sinta, prove, toque, viva!!!!
Você não pode passar sua vida inteira dormindo.
Ao seu redor, trabalhando incessantemente, estão as forças que geram e sustentam a vida.
Como você pode ser cego a estas grandes forças?
Como pode perambular pela vida num sonho, que está tão mergulhado no sono que nem mesmo sabe que está perdendo suas 'calças'?
 A cada hora do dia, o drama cósmico se desenrola diante de você.
Uma interminável série de transformações acontece diante dos seus olhos,
as sementes se transformam em plantas, as flores em frutos, os frutos em novas vidas.
 Cada planta, animal, nuvem, mesmo o sol, o oceano podem contar estórias sobre si
mesmos, se quiser ouvir.
Aprendendo a ver, aprendendo a ouvir, aprendendo a tocar e sentir parando de sonhar e despertando, aprendendo que o único lugar é aqui e o único tempo possível é o agora, você virá a ser aquilo que se imagina que o homem seja, um ser humano capaz de pensar e agir de maneira que não provoque desconforto entre as pessoas que o cercam.
Este objetivo, esta luta para despertar, é a base de um verdadeiro impulso, que se sintetiza em uma nova etapa da vida e a busca de ideais, que dê sentido aos seus passos.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

CoRrEr RiScOs

Rir é correr risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e ideias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O dia vai, as lembranças ficam :0

Parece estranho, mas tudo o que você acha ser importante, fica arquivado em uma gaveta bem fechada, na nossa mente.
    Na viagem, a estrada, as árvores, os carros, o trem, tudo o que se possa imaginar, nos trás uma sensação de alívio. Nos mostra que existem muitas coisas neste mundo que podemos explorar.
    O estranho que antes dava um certo receio ao chegar perto, agora se torna novo e cada vez mais, a vontade de partir em busca de coisas estranhas nos bate. O turbilhão de pensamentos que tínhamos, nos mostra que realmente é difícil, mas não é impossível.
    Aquela viagem ao extremo leste me diz muitas coisas, além de me trazer a pureza da água, a brisa dos ventos circundantes que dão até pavor de se olhar no espelho.
    O dia lá começa cedo... Para nós! Por que para os que lá estão, a noite é demorada. Mapas, água, celular, câmera digital, é tudo o que temos para passar aquele dia.  Riquezas para se explorar. Pés cansados, mas a mente quer mais e mais. Mais água, mais vida, mais flores, mais praças, mais museus, mais tudo. Um paraíso, onde tudo era objeto de flashs.
    A viagem não termina ali. Ainda tem mais. Mais estrada, mais água, mais gente, mais horários a cumprir e o corpo já está cansado. Só por um lugar onde possa passar uma noite, pois sabe que no outro dia, a viagem continua.
    Passada noite, um outro dia está a se iniciar. É preciso despertar cedo, pois a viagem é longa e, neste dia, está só começando. Ao abrir a janela, depara-se com gaivotas na beira do lago. Sem fotos, pois ainda não sabemos o que vamos fazer.
    O vento continua sem cessar, mas isso não pode ser motivo de desistência. As horas voam, e é preciso dar rumo para esta manhã. Sinto algo dizer que vamos precisar caminhar um bom pouco à procura de algo, mais ainda não sei bem do que se trata.
    Calafrios começam a rondar meu ser. Sei que isso não é preciso, mas eles são insistentes. Sinto que esta tudo bem, só ao meu redor por que, dentro de mim a ansiedade bate. Bate e me faz refletir o que tenho à dizer diante daquelas pessoas. O vento ainda continua, mas eu não posso me deter apenas nele.
   A viagem também continua, continua e já esta quase na hora da despedida. Por quê? Queria ficar. Mas o dever me chama. O coração da minha casa me chama. Preciso ir. Mas levo daqui tudo que encontrei de bom. Fez-me crescer. Crescer e poder enxergar que a gente pode. Pode tudo. Só não pode se não tentar.
    Lembranças? Muitas. Vontade de ficar? Também. Mas sei que ficaram registros. Vez ou outra vou me lembrar do que vivi, de onde fui, e do que vi.
    O dia se foi, nunca mais voltará. E se voltará, nunca será o mesmo. Mas as lembranças ficaram. E estas, tenho certeza, não vão embora. E se por acaso, se perderem no meio de tantos devaneios, posso resgatá-las num piscar de olhos.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Da janela

Depois daquela noite, ao acordar em um outro lugar, com tantas maravilhas, silenciosas ruas que não se ouviam um murmúrio se quer...
Outra vida, distante daquele lugar, um emaranhado de alegrias espalhando-se em todos os lugares.
A brisa que lá está, guarda em cada folha que carrega, um novo olhar sobre aqueles seres que andam sem rumo entre ruas com edifícios mesclados de vida e de escuridão.
Faltam-se as fotos, se espalharam nos ventos da lagoa que abriga inúmeras maravilhas...Leve brisa que me faz suspirar e me trás um sonho onde a vida da gente se baseia em expectativas significantes. Marés que batem e se rebatem, trazendo notícias do outro lado...
Daquela janela a ponte passa, o trem já esta apontando do lado da armação de madeira, disposto a andar pelo meio, sem derrubar uma tábua se quer e o vento continua insistindo, não quer nos deixar. Folhas de papel voam para lá e para cá, sem fazer de sua atitude algo insuportável. O vento...aquele vento que carrega tudo. Se é que realmente carrega tudo, também que carregue, para bem longe, o ar ruim da alma, junto com as perturbações que não deixam dormir.
A cada hora que passa, a ansiedade aumenta. Precisamos tomar um  rumo e dar o que temos de melhor.
As pessoas já estão lá, esperando o espetáculo que, a essas horas, já deve estar para se iniciar. Friozinho na barriga, uma leve memorização de tudo que é de fundamental importância ter na mente, a essas alturas. Os pés continuam no não, e dali não podem sair, pois não se pode vacilar.
O jogo já esta em andamento, não se pode perder o foco. 
Desistir: não da mais.






quinta-feira, 17 de novembro de 2011

SÍNTESE DAS ANTÍTESES

 Só temos consciência do belo,Quando conhecemos o feio.
Só temos consciência do bom,Quando conhecemos o mau.
Porquanto, o Ser e o Existir,
Se engendram mutuamente.
O fácil e o difícil se complementam.
O grande e o pequeno são complementares.
O alto e o baixo formam um todo.
O som e o silêncio formam a harmonia.
O passado e o futuro geram o tempo.
Eis porque o sábio age
Pelo não agir,
E ensina sem falar,
Aceita tudo que lhe acontece
Produz tudo e não fica com nada.
O sábio tudo realiza e nada considera seu
Tudo faz – e não se apega à sua obra
Não se prende aos frutos da sua atividade
Termina a sua obra
E está sempre no princípio
E por isto a sua obra prospera.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A FELICIDADE REALISTA

De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda  mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. 
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando.
Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos tudo de uma só vez, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão(!). Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par e não como pares? Ter um parceiro constante, não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo a expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como  um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o
que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.

sábado, 5 de novembro de 2011

Mais uma noite em silêncio

É tão vasto o silêncio da noite na montanha. É tão despovoada. Tenta-se em vão trabalhar para não ouvi-lo, pensar depressa para disfarçá-lo. Ou inventar um programa, frágil ponto que mal nos liga ao subitamente improvável dia de amanhã. Como ultrapassar essa paz que nos espreita? Silêncio tão grande que o desespero tem pudor. Montanhas tão altas que o desespero tem pudor. Os ouvidos se afiam, a cabeça se inclina, o corpo todo escuta: nenhum rumor. Nenhum galo. Como estar ao alcance dessa profunda meditação do silêncio? Desse silêncio sem lembranças de palavras. Se és morte, como te alcançar?

É um silêncio que não dorme: é insone; imóvel mas insone; e sem fantasmas. É terrível - sem nenhum fantasma. Inútil querer povoá-lo com a possibilidade de uma porta que se abra rangendo, de uma cortina que se abra e diga alguma coisa. Ele é vazio e sem promessa. Se ao menos houvesse o vento. Vento é ira, ira é a vida. Ou neve. Que é muda mas deixa rastro - tudo embranquece, as crianças riem, os passos rangem e marcam. Há uma continuidade que é a vida. Mas este silêncio não deixa provas. Não se pode falar do silêncio como se fala da neve. Não se pode dizer a ninguém como se diria da neve: sentiu o silêncio desta noite? Quem ouviu não diz.

 A noite desce com suas pequenas alegrias de quem acende lâmpadas com o cansaço que tanto justifica o dia. As crianças adormecem, fecham-se as últimas portas. As ruas brilham nas pedras do chão e brilham já vazias. E enfim, apagam-se as luzes, as mais distantes.

 Mas este primeiro silêncio ainda não é o silêncio. Que se espere, pois as folhas das árvores ainda se ajeitarão melhor, algum passo tardio talvez se ouça com esperança pelas escadas.

 Mas há um momento em que do corpo descansado se ergue o espírito atento, e da terra a lua alta. Então ele, o silêncio, aparece.

 O coração bate ao reconhecê-lo.

 Pode-se depressa pensar no dia que passou. Ou nos amigos que passaram e para sempre se perderam. Mas é inútil esquivar-se: há o silêncio. Mesmo o sofrimento pior, o da amizade perdida, é apenas fuga. Pois se no começo o silêncio parece aguardar uma resposta, cedo se descobre que de ti ele nada exige, talvez apenas o teu silêncio. Quantas horas se perdem na escuridão supondo que o silêncio te julga. Surgem as justificações, trágicas justificações forjadas, humildes desculpas até a indignidade.

 Até que se descobre - nem a sua indignidade ele quer. Ele é o silêncio.

 Pode-se tentar enganá-lo também. Deixa-se como por acaso o livro de cabeceira cair no chão. Mas, horror - o livro cai dentro do silêncio e se perde na muda e parada voragem deste. E se um pássaro enlouquecido cantasse? Esperança inútil. O canto apenas atravessaria como uma leve flauta o silêncio.

 Então, se há coragem, não se luta mais. Entra-se nele, vai-se com ele, nós os únicos fantasmas de uma noite. Que se entre. Que não se espere o resto da escuridão diante dele, só ele próprio. Será como se estivéssemos num navio tão descomunalmente enorme que ignorássemos estar num navio. Viver na orla da morte e das estrelas é vibração mais tensa do que as veias podem suportar. O coração tem que se apresentar diante do nada sozinho e sozinho bater alto nas trevas. Só se sente nos ouvidos o próprio coração. Quando este se apresenta todo nu, nem é comunicação, é submissão. Pois nós não fomos feitos senão para o pequeno silêncio.

 Se não há coragem, que não se entre. Que se espere o resto da escuridão diante do silêncio, só os pés molhados pela espuma de algo que se espraia de dentro de nós. Que se espere. Um insolúvel pelo outro. Um ao lado do outro, duas coisas que não se vêem na escuridão. Que se espere. Não o fim do silêncio mas o auxílio bendito de um terceiro elemento, a luz da aurora.

 Depois nunca mais se esquece. Inútil até fugir para outra cidade. Pois quando menos se espera pode-se reconhecê-lo - de repente. Ao atravessar a rua no meio das buzinas dos carros. Entre uma gargalhada e outra. Depois de uma palavra dita. Às vezes no próprio coração da palavra. Os ouvidos se assombram, o olhar se esgazeia - ei-lo. E dessa vez ele é fantasma.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Da dor à aceitação

A morte faz parte da vida, mas muitas vezes a negamos, talvez pelo medo, talvez por estarmos ocupados demais tentando sobreviver. Quando entendemos a morte como a outra face da vida, esta toma um novo sentido. Podemos efetivamente viver - e não somente sobreviver. Geralmente a morte, principalmente de pessoas queridas, nos sacode de nossa zona de conforto, de uma forma mais ou menos intensa, provocando questionamentos sobre a vida, principalmente sobre aquelas questões que adiamos a resolução. A morte nos lembra que tudo passa, que nada é para sempre, e dá uma noção real de que o tempo anda, e não espera.
É preciso saber dizer adeus a quem nos deixa, mesmo sabendo que o que está presente naquele instante é um corpo sem vida. Isso realça a dignidade da vida, não só daquele que morreu, mas de quem ainda vive.
Dizer que a morte faz parte da vida nos faz pensar só no final, mas é muito mais presente do que isso: a cada situação em que precisamos terminar algo para começar uma nova etapa da vida, a morte está ali.
Pode parecer absurdo o que eu vou dizer, mas integre a morte em sua vida para que você possa viver mais plenamente. Busque soluções para aqueles problemas que vem adiando, como se o tempo não passasse. Perceba o que já terminou em sua vida, e você não reconhece. Muitas vezes nos apegamos a situações que já não fazem mais sentido, somente pela rotina.
Podem ser situações de trabalho, de relacionamento, de hábitos. Viver tendo presente a perspectiva de que morreremos não deveria trazer medo, mas acentuar a responsabilidade que temos de fazer com que a nossa vida tenha o rumo que planejamos para ela. Assim, podemos ser dignos de um dia morrer conscientes de que buscamos (mas nem sempre conseguimos) realizar aquilo que é necessário da melhor forma possível.

A vida é o trem que passa...


A vida é o trem que passa
Os sonhos são vagões
O amor é o maquinista
Somos nós, a estação!

Adquira seu bilhete, faça sua escolha
O trem vai seguindo continuadamente
Em cada vagão, o desejo de sua mente
...há também tristezas, desilusões
Com a passagem na mão, escolha!

A viagem, se longa não sabemos
A bagagem é cada dia vivenciada
Mudar o rumo, podemos
Sem mesmo saber da parada

A estação nunca pode estar vazia
Será sempre um passeio viver
Se sentar na janela, aprecie
Tudo é passagem, algo pode reter

Cada dia que passa é contagem regressiva
Viaje como se cada instante fosse único
Cada olhar como se fosse o último

Respire fundo, o caminho é longo
Encontrará adversidades
...tristezas
...saudades
...abismos
...retas
.curvas
inúmeras serão as vezes
que não veremos o que há além da curva
Mas o percurso seguirá sonhando

A vida é uma viagem
Somos mutantes
Somos passageiros
Somos nuvens
Somos fumaça

Por não saber decifrar o mapa da vida
Algumas vezes nos  perderemos no trajeto
Mas, para quem sonha, nada é impossível
nunca se perde, sempre se encontra

Escute, ouça, é o apito de mais uma partida
Poderá estar partindo para novos lugares
sem roteiros
sem destino
sem poente ou nascente
A direção é para a felicidade
Conduzirá e será conduzido
O maquinista sempre atento
na história, na vida

De tudo que viver, uma coisa é certa:
Não se canse da viagem, prossiga
Lute, grite, implore
Mas não desista
...se cansar, acene, sorria
O maquinista não te deixará
Não hesite, não tema
Onde parar, um coração
certamente o acalentará

A viagem prossegue
...e sabendo onde quer ir
Vá seguro, você consegue
Sabendo sempre que vai valente...
sua viagem será eternamente...
no vagão de primeira classe.

sábado, 22 de outubro de 2011

Antes que eles cresçam

Há um período em que os pais vão ficando órfãos de seus próprios filhos.
    É que as crianças crescem independentes de nós, como arvores tagarelas e pássaros estabanados.
    Crescem sem pedir licença à vida.
    Crescem com uma estridência alegre e, às vezes com alardeada arrogância.
    Mas não crescem todos os dias, de igual maneira, crescem de repente.
    Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maneira que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
    Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu?
    Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do maternal?
    A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça...
    Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes e cabelos longos, soltos.
    Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com uniforme de sua geração.
    Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias, e da ditadura das horas.
    E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros.
    Principalmente com os erros que esperamos que não se repitam.
    Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos filhos.
    Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas.
    Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô.
    Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvirmos sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos ensurdecedores.
    Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao shopping, não lhes demos suficientes hamburgueres e refrigerantes, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado.
    Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto.
    No princípio iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhos.
    Sim havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim.
    Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados.
    Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes".
    Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito para que eles acertem nas escolhas em busca da felicidade.
    E que a conquistem do modo mais completo possível.
    O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos.
    O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco.
    Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho.
    Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
    Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Se você...

Se você está bravo com alguém e ninguém faz nada para consertar a situação, conserte você. Talvez, hoje, aquela pessoa ainda queira ser sua amiga e, se você não consertar isto, amanhã, talvez, seja muito tarde.

Se você está apaixonado por alguém, mas a pessoa ainda não sabe, diga a ela. Talvez hoje, aquela pessoa também seja apaixonada por você e, se você não falar isto hoje, talvez amanhã, seja muito tarde.
 
Se você morre de desejos de dar um beijo em alguém, então dê.  Talvez aquela pessoa também queira seu beijo e, se você não der isto a ela hoje, talvez amanhã seja muito tarde.
 
Se você ama alguém e acha que ela te esqueceu, então diga a ela. Talvez esta pessoa o ame e, se você não lhe disser isso hoje, talvez amanhã seja muito tarde.
 
 Se você precisa do abraço de um amigo, você deve pedir-lhe. Talvez ele precise disto mais que você e, se você não lhe pedir hoje, amanhã pode ser muito tarde.
 
 Se você realmente tem amigos, os quais aprecia, fale isto a eles. Talvez eles também o apreciem e, se amanhã eles partirem ou vão embora, talvez será muito tarde.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

CRISES

Todas as situações que vivemos têm no mínimo dois lados.
Um positivo e outro negativo. O que faz a diferença é a maneira como lidamos com essas situações.

Todo momento de crise, seja financeira, familiar ou pessoal é uma oportunidade, uma ocasião favorável para o aprendizado.

Crises representam momentos especiais para renovação, para se desfazer do velho que não funciona mais.
E para que surja o novo.
Podemos olhar a situação como vítimas das circunstâncias, com um olhar pessimista...
Ou entender que podemos agir e tirar o melhor proveito da situação.

A crise é a oportunidade que temos para refletir, repensar agir e reposicionar.
Algumas pessoas só têm esse tipo de atitude em situações como essa, quando são arremessadas de uma zona de conforto para a zona de pânico.

A questão não é a crise e sim o que fazemos com ela.
Que aprendizado podemos tirar desses momentos.

Comparo crises com as dores das cólicas.
São dores cíclicas e fazem parte da vida.
A pior é sempre aquela que a gente está vivendo agora.
As que já passaram, bem ou mal, já foram superadas.

Ficar sentado, reclamando da vida, não vai mudar nada mesmo!
É preciso ter coragem de sacudir a poeira do conforto, encarar o pânico e começar a agir!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A água do mundo

Vou correndo, como se isso me fizesse escapar dos pingos da chuva que se inicia. Menos tempo na chuva, pode ser ilusório, mas tenho a impressão de que ficarei menos molhado, de que chegarei menos ensopado. Com o canto do olho observo o senhor que com a mangueira termina de limpar a calçada, mesmo sabendo que a chuva há de modificar todo o cenário nos próximos instantes. Ou vai trazer de volta toda a sujeira que ele está tirando ou vai lavar outra vez o que ele acabou de lavar.

A água que cai do céu cai purinha, purinha, é o que penso enquanto corro dela. A água que cai do céu. Lembro-me do livro da Camille Paglia em que ela afirmava, ou pelo menos foi o que me recordo de ter dali subtraído, que o homem havia optado por viver em grupo por temor aos fenômenos naturais: chuvas, clima, terremotos etc. Foi preciso se unir contra as forças da natureza. As forças amorais na natureza. Quando passa um furacão levando tudo, bons ou os maus, estão todos ameaçados. Quando chove muito e tudo começa a inundar, anjos e demônios poderão estar, em breve, igualmente submersos. Quando a água falta, senhores e escravos morrem da mesma sede. Há forças mais poderosas que a maldade humana.

Os destinos turísticos são, em sua maioria, lugares interessantes por causa da água. Praias, lagos, rios, cachoeiras: somos naturalmente atraídos pela água. A simples vista para o mar ou rio já torna um ambiente mais interessante. Parece óbvio o que digo mas se levarmos em conta que grande parte do planeta é tomado por água isso passa a ser, sim, digno de nota: vivemos em meio a tanta água e ainda somos tão fascinados por ela! Nosso organismo é também, em sua maior porção, água. Somos água, viemos da água, para a água voltaremos e, enquanto tivermos como aproveitar a vida, queremos fazê-lo perto de alguma fonte de água límpida, na beira de um rio ou mar. Navegando, que seja. Queremos água.

Vivemos, porém, sob o alerta de que a água pode acabar. É preciso economizar. Parece absurdo pois a água é absolutamente indestrutível! Se você toca fogo ela vira fumaça e depois volta  a ser água, se congela ela derrete e volta a ser água, seja lá o que se faça com ela, a água volta a ser água depois de um tempo, pura e cristalina. E na mesma quantidade! Pois é. Mas pode voltar salgada. Sabe lá o que é morrer de sede em frente ao mar? O prejuízo maior que a água pode sofrer é a poluição. Uma vez poluída a água pode demorar muitos anos para voltar ao seu estado natural, potável, como os pingos da chuva lá do início.

Volto ao início e ao senhor que tentava varrer uma folha de árvore, pequenina, da porta de seu prédio, segundos antes da chuva começar. Quantos litros de água pura ele desperdiçava naquela tarefa imbecil? Não seria mais fácil varrer a folhinha ou pegá-la com a mão? Aquela água correria para o bueiro e se juntaria ao esgoto cheio de substâncias químicas e de lá iria parar sabe-se lá onde, mas, poluída, demoraria um tempo enorme para voltar para o reservatório d'água da cidade. Este tempo é que pode ser o suficiente para uma cidade entrar em caos por não ter o que beber. A água não vai "acabar" nunca, mas talvez, um dia,  não possamos usufruir dela onde e como gostaríamos. Talvez as grandes desgraças naturais não nos metam tanto medo porque o que nos vai derrotar mesmo sejam as folhinhas nas calçadas. Aguadas de estupidez.

domingo, 2 de outubro de 2011

Quero silêncio

Silêncio. Silêncio, por favor. Psiu. Gritamos e colocamos janelas à prova de som, paredes almofadadas, tapetes, forros etc. O barulho de construção, de serra elétrica, de motores de carro, de buzinas -é o preço da modernidade, mas não é sobre isso que eu quero falar, e sim sobre o barulho humano de crianças e jovens. Quero falar dos sons das gentes.
Há anos, fala-se sobre a dificuldade de conciliar modernidade com ausência de silêncio e falta de espaço. Amplo espaço silencioso virou artigo de luxo.
Contudo, tenho que confessar que somos nós, adultos, que liberamos e orquestramos esse inferno em que o barulho humano transformou o nosso mundo. Assentimos que ruídos ensurdecedores feitos por crianças, jovens e jovens adultos dominem.

Existem certos recintos que não conseguimos evitar, e, assim, ninguém consegue um encontro consigo mesmo, que sem silêncio é impossível.
Nada contra a alegria e tudo contra o som pelo som, só para fazer companhia e evitar esse encontro. Musiquinha de fundo invade o planeta. Ficamos sem refúgio. Solidão e silêncio viraram palavrão?

Creiam-me, mesmo em hotéis grandões, é difícil encontrar lugar onde a criança entra sem fazer barulho. Só no bar, onde o escurinho à meia-luz é sinal, aliás o único respeitado pelas crianças. Em todos os lugares, seja ônibus, avião, lanchonete, cantina, somos envolvidos por gritos e por música, jamais por sussurros.
Como é que as crianças, as mesmas que gritam e galopam pelos corredores, conseguem manter-se em silêncio na missa, no culto, em enterros e em velórios? Como é que respeitam também o cinema?
Pode parecer até que sou contra criança, mas não sou, não, pois acho que somos nós, os adultos, por temer o silêncio, que instigamos ou deixamos o barulho vingar em volta de nós.
Quando vem uma ordem de silêncio pra valer, elas se calam e param de correr. Vivemos um momento e em um universo em que a aversão ao silêncio não se manifesta só com música de fundo, com escapamento desregulado, com os motoqueiros, mas ainda nos damos ao luxo de liberar qualquer barulhento em qualquer lugar.
O que aconteceria se, de repente, o silêncio caísse sobre nós? Respondo: discursos interiores, voz da "consciência", emergiriam. Talvez sejamos todos culpados por maus pensamentos e/ou intenções, o que nos leva a viver em permanente esquiva de nós mesmos.
Com a barulheira que nos rodeia, tornamo-nos surdos a nós mesmos. Parece que o lema atual é: evitar o silêncio é o dever de todos. Deseduquem-se os outros. Silêncio é necessário para que se possa manter os homens como seres pensantes, criativos, dotados de memória e livres do excesso de estresse.
Não quero que o silêncio só exista na calada da noite, no alto das montanhas, no ermo das matas. Quero-o no contato com as pessoas queridas, ricas e coloridas -meus semelhantes. Não quero ser misantropa, quero ruído normal que me permita falar, sentir e pensar.

Deficiências

Já andei por tantos caminhos e já vivi tantas coisas, que hoje vejo que o preconceito e discriminação estão em cada um de nós, e cabe a nós quebrá-los para que possamos viver numa sociedade mais justa e humana.

Hoje posso afirmar que:

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E "Miserável" somos todos que não conseguimos falar com quem está ao nosso redor.

Baleia ou Sereia??

Ontem vi um outdoor da Runner, com a foto de uma moça de biquíni e a frase:
"Neste verão, qual você quer ser? Sereia ou Baleia?"

Respondo:

Baleias sempre estão cercadas de amigos.
Baleias têm vida sexual ativa, engravidam e têm filhotinhos fofos.
Baleias amamentam. Baleias nadam por aí, singrando os mares e conhecendo lugares legais como as
banquisas de gelo da Antártida e os recifes de coral da Polinésia.
Baleias têm amigos golfinhos. Baleias comem camarão à beça.
Baleias esguicham água e brincam muito. Baleias cantam muito bem e têm até CDs gravados.
Baleias são enormes e quase não têm predadores naturais. Baleias são lindas e amadas.

Sereias não existem.
Se existissem viveriam em crise existencial:
"Sou um peixe ou um ser humano?"

Runner, querida, prefiro ser baleia
!

sábado, 1 de outubro de 2011

A gente se acostuma

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.

A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto. 
A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. 
A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. 
A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto. 
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.
A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.  

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Primavera, um convite ao florescer


Prestando atenção à natureza veremos como vivemos num manancial de riquezas, cheio de sentido e significado. Observar e sentir a natureza é voltar ao seio de nossa existência, é nos reintegrarmos, pois somos parte dela também. Há algum tempo, pude compreender como cada estação do ano nos convida a diferentes posturas e nos oferece ricos aprendizados. Com a chegada da primavera, vem também um novo convite de reflexão.
Assim como o outono, a primavera é uma estação de transição. Ela representa o tempo da despedida das frias paisagens e do preparo para entrar no tons quentes do verão. As flores são a marca principal da primavera. A natureza desabrocha e se enfeita para nos mostrar que um novo ciclo se inaugura.
Vai embora o gelo, o cinza, o tempo de recolhimento e a natureza se revela multicolorida. É o tempo de acasalamento, reprodução, fertilidade, beleza e abertura. A natureza resistiu aos tempos secos e frios, resistiu à letargia e à hibernação, mostrando que a vida permaneceu latente e agora se refaz.
Em nossas experiências podemos passar por momentos hibernais, em que tudo ao nosso redor está frio e aparentemente sem vida. Seja por situações de perdas, decepções ou pelo simples desaquecimento da roda da vida, momentos de pausa que chegam e se instalam. Nesses períodos algo de muito belo pode acontecer, se optamos por resguardar nossos dons preciosos, sem perdermos as esperanças. Vamos concentrando nossa energia, até que um dia uma nova brisa pode soprar e anunciar que o gelo vai derreter e a grama verde que havia por baixo dele irá se revelar.
A nova estação chega assim, com promessa de inteireza, de luz, de brilho, de aromas renovados, de cantos de pássaros namorando no alto das árvores, de vento levando pólen para fertilizar os campos, de borboletas voando ligeiras com tantas flores para pousar. No tempo da alma, a primavera se assemelha ao momento de lançar nossas ideias, de deixar o ar de novos tempos ventilar nossas mentes e corações, de abrir espaço para que o novo brote. Abrir as janelas da alma, para que o aroma embolorado do inverno se dissipe e o perfume das flores faça morada em nós. É a temporada de nos abrirmos, de acreditarmos em novas possibilidades, de nos encantarmos com a beleza dos pequenos detalhes que passaram batidos nos dias cinzas.
Mas para viver a intensidade dessa temporada é necessário exercitar a entrega. É preciso deixar ir o inverno, acreditar que outras experiências são possíveis. Acontece que muita gente ao passar por invernos rigorosos da alma, se esconde por longos períodos em suas tocas, acreditando que não pode mais sair ou, caso contrário, será consumidos por uma nevasca. Se aguçarmos nossos sentidos, no entanto, podemos ouvir o canto dos pássaros lá fora e ver que raios tímidos de sol entram pelas frestas. É preciso entrega, é preciso acreditar, é preciso lançar nossos pólen no ar. Pense e se responda: O que está impedindo que você viva a estação da primavera da alma?
A primavera convida: abra-se, permita-se, aproveite as oportunidades dessa brisa nova, relacione-se, sinta a beleza que há lá fora, deixe seu perfume único exalar de dentro para fora, não tema as abelhas, deixe que elas a toquem levemente e polinizem a vida!
Pense naqueles projetos guardados, nas habilidades contidas e deixe que tudo isso desabroche.
Lembra-se daqueles hábitos ranzinzas? Vá se despedindo deles, à medida que lança atenção para outros aspectos da vida ou lança um olhar diferente para os mesmos aspectos. A primavera te convida a renovar, abrir, sentir, florir!
Se vai demorar muito ou pouco tempo para você vivenciar a plenitude dessa estação, ninguém tem a resposta pronta. Mas o jardineiro com certeza está dentro de você, à espera que o deixe agir para enfeitar o jardim, trazendo a nova vida para seu redor.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ao Rio Grande do Sul

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­Em Homenagem ao início da Semana Farroupilha, torno a público a poesia que eu mesma fiz e declamei quando era Prenda no "Piquete Flor da Serra".


Saudades daquele tempo..... :-(


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"... Eu amo meu pago e por ele tenho devoção

Sou gaúcha de coração e também de nascimento

Meus versos soltos no vento dizem o que penso e sinto,

Falo a verdade, não minto. Neles trago um sentimento

Entre as coisas que sei,

Esta o preparo do chimarrão. E também sem pretensão,

Faço no más um puchero. E no repente companheiro,

De culinária eu entendo. Pois falar é só vendo, como faço um carreteiro.

Ouvi falar em Sepé, primeiro herói desta terra,

Que tanta beleza encerra nas cochilhas e canhadas.
 
E onde em dias e madrugadas, tendo o minuano e as trilhas,

Os heróicos farroupilhas marcaram eras passadas.

Na minha estirpe de prenda, carrego a hospitalidade,

A franqueza e a amizade são regras de criação

E cumpro, em demonstração um sentimento de valor.

Dizem chamar-se amor, que brota do coração.

Sou assisensse e me orgulho de viver com simplicidade

Não fui criada na cidade e pela campanha tenho admiração

Pois dentro do coração, de tudo um pouco eu trago,

O amor pelo meu pago, e também pela tradição

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Presença agradável

Todo mundo deve conhecer alguém que tenha a presença agradável...aquela pessoa que você poderia ficar com ela ao seu lado 24 horas por dia e não enjoar.

Não falo de namorado(a), falo de uma pessoa amiga.

Tem gente que é abençoada. Eu creio que são aquelas pessoas que estão sempre de bom humor, não se estressam com besteiras, são sábias, brincalhonas (e eu amo essas pessoas!!!).

Normalmente temos muitas coisas em comum, temos sempre papo, coisas pra falar e rir.

São pessoas com quem podemos ficar em silêncio ou conversando que são agradáveis do mesmo jeito. Elas nunca te irritam, nem se quisessem. É como se fizessem parte de nós!

Cada pessoa vai se dar bem com um determinado tipo de gente, mas algumas pessoas são "genéricas"...todo mundo que conhece, ama! :)

Bem que poderiam existir muito mais gente assim no mundo!
Eu conheço algumas dessas :)
Ainda bem!

Queria ser assim...mas talvez eu seja para alguém!
E você também :) Talvez seja uma presença agradável para alguém!


Coisas fora da moda....

Se não estivesse tão fora de moda, eu iria falar de AMOR. Daquele amor sincero, olhos nos olhos, frio na barriga,aquela dorzinha gostosa de ter muito medo de perder tudo...Daqueles momentos que só quem já amou um dia conhece bem...Daquela vontade de repartir, de conquistar todas as coisas, mas não para retê-las no egoísmo material da posse, mas para doá-las no sentimento nobre de amar...

Se não estivesse tão fora de moda, eu iria falar de SINCERIDADE...Sabe aquele negócio antigo de fidelidade, respeito mútuo e aquelas outras coisas que deixaram de ter valor...Aquela sensação que embriaga mais que a bebida, que é ter numa só pessoa a soma de tudo que, às vezes, procuramos em muitas...A admiração pelas virtudes e a aceitação dos defeitos, mas, sobretudo, o respeito pela individualidade, que até julgamos nos pertencer, mas que cada um tem o direito de possuir...

Se não estivesse tão fora de moda, eu iria falar em AMIZADE. Na amizade sincera que deve exixtir entre duas pessoas que se querem bem...O apoio, o interesse, a solidariedade de um pelas coisas do outro, e vice-versa. A união além dos sentimentos, a dedicação de compreender, para depois gostar...

Se não estivesse tão fora de moda, eu iria falar de FAMÍLIA. Sim...família...Essa instituição que, ultimamente, vive à beira da falência, sofrendo contínuas e violentas agressões: pai, mãe, irmãos, filhos, casamento, lar...Família...aquele bem maior de ter uma comunidade unida pelos laços sanguíneos e protegidas pelas bênçãos divinas...Um canto de paz no mundo, o aconchego da morada, a fonte de descanso e a renovação das energias, realização da mais sublime missão humana de sequenciar a obra do criador...

E depois eu iria, até quem sabe, falar sobre algo como a FELICIDADE...Mas é uma pena que a felicidade, como tudo mais, há muito tempo, já esteja tão fora de moda e tenha dado seu lugar aos modismos da civilização...Ainda assim, desejo que as nossas vidas sejam repletas dessas questões tão fora de moda e que, sem dúvida, fazem a diferença.

O caminho de cada um

Fizeram-nos acreditar que amor mesmo, amor a sério, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos...
Não nos contaram que o amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram-nos acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém na nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta.
Nós crescemos através de nós mesmos. Se estivermos em boa companhia é só mais agradável.
Fizeram-nos acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava.
Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram-nos acreditar que o casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram-nos acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.
Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram-nos acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.
Não nos contaram que estas fórmulas não dão certo, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não nos contaram que ninguém nos vai dizer isto.
Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando estiveres muito apaixonado por ti mesmo, vais poder ser muito feliz e apaixonares-te por alguém.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

7 de Setembro

"A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. Podemos citar o caso mais conhecido: Tiradentes. Foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade de nosso país, durante o processo da Inconfidência Mineira."

Pois bem, de la para cá muita coisa mudou...para melhor, podemos assim dizer.  Porém, 

"...o povo mais pobre se quer acompanhou ou entendeu o significado da independência. A estrutura agrária continuou a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte D. Pedro I, foi a camada que mais se beneficiou."  

E atualmente, as coisas não continuam, basicamente, do mesmo modo?

A maioria do nosso povo ainda esta na classe menos favorecida da sociedade. Eles mal sabem dos muitos planos e leis do governo de hoje. Nosso produtor rural ainda trabalha nas mesmas condições de vida de tempos passados e ainda por cima, os seus produtos são desvalorizados e vendidos internacionalmente por preços baixíssimos, ao passo que, o que ele consome, esta se tornando cada vez mais caro. E as pessoas que se consideram detentoras do poder? Acham que, por ter dinheiro e status social, podem tudo, mandam e desmandam em tudo e nem se quer movem uma palha em favor dos que colocaram-o no poder. Esquecem que, eles apenas estão lá graças a nós. Graças ao nosso voto de confiança.

E a Educação? Mudou?
Mudou, mas ainda podemos transformá-la. Mudar, significa trazer alternativas para que nossas crianças tenham uma educação de qualidade e o melhor, para que TODAS as crianças tenham essa educação, sem distinção. Todos somos iguais. A vida nos reserva muitas maravilhas e cabe a nós lutar e zelar pelos nossos direitos sem, claro, interferir nos direitos dos outros.
Temos direito de ter uma educação qualificada, profissionais qualificados, espaços adquados para que nossas crianças possam desfrutar nos horários de intervalo.
Enfim, só queria dizer que hoje, enquanto uns estão comemorando este dia como o "dia da independência do Brasil", outros nem sequer sabem o que é isso, não tem condições mínimas de moradia, esporte e lazer, andam na vida tentando sobreviver...e mesmo assim são, ou pelo menos parecem estar feliz.

E você, o que tem à dizer?

domingo, 4 de setembro de 2011

A vida me ensinou...

A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo,
Sem tirá-las do meu coração; Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; Aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças;
Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo,
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, Pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, Pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa; A pedir perdão;
A sonhar acordada;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para “ver e ouvir estrelas”, embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e esta me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesma tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.

E para vocês, o que a vida tem lhes ensinado??

Verdades da Profissão de Professor


Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
  Este é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, "se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda."

Aprender a desaprender

Passamos a vida inteira ouvindo os sábios conselhos dos outros. Tens que aprender a ser mais flexível, tens que aprender a ser menos dramática, tens que aprender a ser mais discreta, tens que aprender... praticamente tudo.
Mesmo as coisas que a gente já sabe fazer, é preciso aprender a fazê-las melhor, mais rápido, mais vezes. Vida é constante aprendizado. A gente lê, a gente conversa, a gente faz terapia, a gente se puxa pra tirar nota dez no quesito "sabe-tudo". Pois é. E o que a gente faz com aquilo que a gente pensava que sabia?
As crianças têm facilidade para aprender porque estão com a cabeça virgem de informações, há muito espaço para ser preenchido, muitos dados a serem assimilados sem a necessidade de cruzá-los: tudo é bem-vindo na infância. Mas nós já temos arquivos demais no nosso winchester cerebral. Para aprender coisas novas, é preciso antes deletar arquivos antigos. E isso não se faz com o simples apertar de uma tecla. Antes de aprender, é preciso dominar a arte de desaprender.
Desaprender a ser tão sensível, para conseguir vencer mais facilmente as barreiras que encontramos no caminho. Desaprender a ser tão exigente consigo mesmo, para poder se divertir com os próprios erros. Desaprender a ser tão coerente, pois a vida é incoerente por natureza e a gente precisa saber lidar com o inusitado. Desaprender a esperar que os outros leiam nosso pensamento: em vez de acreditar em telepatia, é melhor acreditar no poder da nossa voz. Desaprender a autocomiseração: enquanto perdemos tempo tendo pena da gente mesmo, os demais seguiram em frente.
A solução é voltar ao marco zero. Desaprender para aprender. Deletar para escrever em cima.
Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar.

sábado, 3 de setembro de 2011

Cenoura, ovo ou café?

Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela.
Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater.
Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.

Seu pai, um "chef", levou-a até a cozinha dele.
Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto.
Logo as panelas começaram a ferver.

Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.
A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo.

Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás.
Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela.
Retirou os ovos e os colocou em uma tigela.
Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela.

Virando-se para ela, perguntou: "Querida, o que você está vendo? "
"Cenouras, ovos e café" ela respondeu.

Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras.
Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.

Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse.
Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura.

Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café.
Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.

Ela perguntou humildemente: "O que isto significa, pai? "

Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.

A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil.

Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo.

O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente , ele havia mudado a água.

"Qual deles é você? " ele perguntou a sua filha.

"Quando a adversidade bate a sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café? "

E você?

Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade você murcha e se torna frágil e perde sua força?

Será que você é como o ovo, que começa com um coração maleável? Você teria um espírito maleável, mas depois de alguma morte, uma falência, um divórcio ou uma demissão, você se tornou mais difícil e duro? Sua casca parece ser a mesma, mas você está mais amargo e obstinado, com o coração e o espírito, inflexíveis?

Ou será que você é como o pó de café? Ele muda a água fervente, a coisa que está trazendo a dor, para conseguir o máximo de seu sabor, a 100 graus centígrados. Quanto mais quente estiver a água, mais gostoso se torna o café.

Se você é como o pó de café, quando as coisas se tornam piores, você se torna melhor e faz com que as coisas em torno de você também se tornem melhores.
Como você lida com a adversidade?

(Autor desconhecido)

Queridos Amigos!!

Cada um reage de maneira diferente, pois tudo depende do modo com que você encara os desafios ou os problemas impostos diante de você, uns nem se quer se mexem, outros sentem medo e recuam, outros se enchem de coragem e enfrentam de frente, dão o melhor de si e evoluem, aprendem... E você diante de uma dificuldade como reage?

Viver não dói

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana, que gerou
em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projecções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.

Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.

O sofrimento é opcional.

Por Carlos Drummond de Andrade


Reclamamos de mais e aproveitamos pouco o lado bom da vida, ao invés de ficar parado no tempo reclamando de tudo e de todos, deveríamos agradecer por tudo de bom que já aconteceu, e fazer algo pra continuar acontecendo coisas boas em nossa vida. Devemos sonhar sim! Mas não esqueça de por em prática para que não somente fique em nossa imaginação, mas para que nós possamos aproveitar mais a vida sem tanto sofrimento e frustrações! E você? Acredita que viver não dói?

A arte de ser Feliz!

A felicidade não esta em sua janela? Tem certeza? No dia de hoje trago uma pequena mensagem para refletirmos sobre onde encontrar a felicidade, ela pode estar bem mais perto do que você imagina...

Reflitam!

Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos
dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.

Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.

Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

(Cecília Meireles)

A felicidade está dentro de nós, basta querermos deixá-la sair e contagiar todos ao nosso redor! A felicidade está nos olhos de quem vê a vida de maneira simples, tranquila sem complicá-la demais, ela está nos olhos dos otimistas, naquele que confia em si e vai atrás de seus desejos e os realiza... Os desafios da vida sempre vão estar ai para que possamos aprender algo de bom mais tarde! A felicidade sempre encontra-se no alcance de todos, basta querer vê-la!
    Muitas vezes nós não entendemos o porque nós sofremos tanto, porque tinha que acontecer justo com nós, porque não foi diferente... No momento em que estamos sofrendo ficamos com raiva e várias dúvidas atormentam nossa cabeça e uma delas é: Porque que Deus fez isso comigo?
     Mas Deus sabe o tamanho dos problemas que a gente pode suportar, ele nos ama e não quer ver nós sofrer, por isso nos da várias escolhas, mas infelizmente nem sempre escolhemos o certo... Saiba que ele não quer nosso mal, pois ele sente tudo em dobro a felicidade ou o sofrimento que nós estamos passando neste exato momento, não se preocupe ele sabe o que faz e se tem que ser assim aceite, pode ser que agora nós não compreendemos nada, mas, mais tarde você vai ver e entender o porque que tinha que acontecer aquilo, por que com nós... Enfim ele te ama, sabe o que cada um merece, e esta passando... No final do túnel vem a sua recompensa, seja forte, ele sabe o que faz. Acredite!

Quem és????

Você se conhece? Sabe quem és? Você saberia responder a esta pergunta?? Hoje trago-lhes essa mensagem para que possamos refletir quem realmente somos, para que então possa acontecer as mudanças necessárias...

Reflitam!

Uma mulher estava agonizando. Logo teve a sensação que era levada ao céu e se apresentava ante o Tribunal.

- Quem és? - disse uma voz.

- Sou a mulher de Antonio - respondeu ela.

- Te perguntei quem és, não com quem estás casada.

- Sou mãe de quatro filhos.

- Te perguntei quem és, não quantos filhos tens.

- Sou uma professora de escola.

- Te perguntei quem és, não qual tua profissão.

E assim sucessivamente. Respondesse o que respondesse, não parecia poder dar uma resposta satisfatória à pergunta: Quem és?
- Sou uma cristã.

- Te perguntei quem és, não qual tua religião.

- Sou uma pessoa que ia todos os dias à igreja e ajudava aos pobres e necessitados.

- Te perguntei quem és, não o que fazias.

Evidentemente, não conseguiu passar no exame e foi enviada de novo à terra.
Quando se recuperou de sua enfermidade, tomou a determinação de averiguar quem era e partiu para o auto-conhecimento.
E tudo foi diferente.

Tua obrigação é SER. Não ser um personagem, nem ser um dono de nada, porque ai há muito de cobiça e ambição, nem saber muito disto ou daquilo, porque isso condiciona muito - simplesmente SER.

Autor: Anthony de Melo


Queridos amigos!!

Conhecer o que a gente sente é fundamental para a mudança. Se você deseja progredir, a primeira coisa a fazer é descobrir quem és? Primeiramente saiba o que caracteriza seus sentimentos diante dos acontecimentos... Quais são suas vontades, seus desejos, é saber quais são seus pontos fortes, seus pontos fracos e características que você mais aprecia em você mesmo… Conhecer-se é o primeiro passo para a evolução pessoal!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

É preciso saber viver...


Esperamos demais para fazer o que precisa ser feito, num mundo que nos da um dia de cada vez, sem nenhuma garantia do amanhã.
Enquanto lamentamos que a vida é curta, agimos como se tivéssemos a nossa disposição um inesgotável estoque de tempo.
Esperamos demais para dizermos as palavras de perdão que precisam ser ditas, para expulsarmos os rancores, para expressarmos gratidão, para darmos ânimo e oferecermos consolo.
Esperamos demais para sermos generosos, deixando que a demora diminua a alegria de nos doarmos espontaneamente.
Esperamos demais para sermos pais de nossos filhos pequenos, esquecendo quão é curto o tempo, que eles são pequenos; quão depressa a vida os faz crescer e ir embora.
Esperamos demais para darmos carinho aos nossos pais, irmãos e amigos. Quem sabe quão logo será tarde demais!!
Esperamos demais para enunciarmos a preces que estão esperando para atravessar nossos lábios, para executarmos as tarefas que estão esperando para serem cumpridas, para demonstrarmos o amor que talvez não será mais necessário amanhã.
Esperamos demais nos bastidores, quando a vida nos deu um papel para desempenharmos no palco.
Deus também esta esperando, esperando que nos paremos de esperar; esperando que começamos a fazer agora tudo àquilo para o qual este dia e esta vida nos foram concedidos...

Vale a pena...?

Até que ponto, vale a pena.. correr atrás de alguém..?
Muitas vezes, vivemos momentos difíceis, que nos causam muitas tristezas, decepções e dores do que alegrias e satisfação.
"Por algum motivo que nem nós sabemos qual é, insistimos.."
Teimamos em tentar de novo, nos agarramos em palavras que não correspondem com a realidade nem com as atitudes tomadas..
E assim, confusos e perdidos nesta sensação ..entre o amor que gostaríamos de viver e o que estamos sentindo..
Convencidos de que amamos a outra pessoa, nos enchemos de forças e coragem para lutar por ela..

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Porque as pessoas entram na sua nossa vida???


Pessoas entram na sua vida por uma razão, uma estação, ou uma vida inteira. Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.
Quando alguem esta na sua vida por uma razão... É, geralmente para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional e espiritualmente, Elas poderão parecer uma dádiva de Deus, e são! Elas estão la pela razão que você precisa que elas estejam la. Então sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Às vezes, essas pessoas morrem. Às vezes, elas agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos foram preenchidos e o trabalho delas feito. As suas orações foram atendidas e agora é tempo de ir.
Quando pessoas entram em nossas vidas por uma estação... É, porque chegou a sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensinar algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer...Acredite!! É real!! Mas somente por uma estação.
Relacionamentos de uma vida inteira...Ensinam-te lições para a vida inteira: Coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente . Obrigado por ser parte da minha vida.
Pare aqui e simplesmente SORRIA!!!
“Trabalhe como se você não precisasse de dinheiro, Ame como se você nunca tivesse sido magoado, E dance como se ninguém tivesse te observando..."
“O maior risco da vida é não fazer nada”